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Por que usar linguagem afetiva com crianças é tão importante

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As palavras têm grande poder sobre as crianças, são capazes de surtir efeito imediato e até durar no tempo e ficar instaladas na mente e no coração.

Com palavras podemos ferir, causar felicidade, elevar a autoestima ou fazer sofrer; podemos criar ou destruir. Todos nós temos algumas dessas palavras armazenadas dentro de nós, palavras que nos ajudaram a levantar e outras que continuam a nos machucar. É por isso que devemos cuidar e selecionar cada um que usamos com nossos filhos, evitando linguagem destrutiva e usando linguagem afetiva com crianças.

Luis Castellanos, em seu livro A ciência da linguagem positiva: como as palavras que escolhemos nos mudam, aborda como as palavras afetam o funcionamento do cérebro. Da mesma forma, em uma investigação realizada por El Jardín de Junio, foi revelado que 100% das palavras positivas ditas por um computador ativam o tempo de reação do cérebro contra as negativas ou neutras. Castellanos afirma que Palavras como "alegre, feliz, animado, excitado, orgulhoso ou sorridente", que têm uma carga positiva significativa, geram mais atividade cerebral.

Além de qualquer estudo, os pais sabem o impacto que as palavras têm em nossos filhos. Não é a mesma coisa dizer às crianças "me deixem em paz, estou com muitos problemas" do que "deixa a mamãe terminar isso e agora a gente brinca". A linguagem que usamos é cheia de emoções: afeto, raiva, estresse, dor ...

As palavras impactam o cérebro das crianças e têm consequências diretas em seu jeito de ser. Por exemplo: se sempre falarmos negativamente com eles, eles tenderão a pensar que não podem; Se falarmos com eles com otimismo e felicidade, nossos filhos ficarão mais alegres e contentes; se gritarmos com eles, usando palavras ofensivas e acusadoras, seu comportamento tenderá a ser mais agressivo.

O uso de linguagem afetiva com crianças não se refere apenas ao uso de palavras como "querido", "querido" ou "meu amor", trata-se de focar nossa fala em uma forma de nos conectarmos com as emoções e o cérebro das crianças de forma positiva. Como?

- Alterar o idioma: é importante evitar críticas constantes às crianças "você é um porco, olha só como você conseguiu" e nunca use palavrões ou insultos ao falar com elas "você é burro ou o quê?"

- Evite a mensagem negativa: Se analisarmos nossa fala, descobriremos que no final do dia a palavra que repetimos ad nauseam é "NÃO". Muitas vezes, ao educar os nossos filhos, temos necessidade de dizer NÃO, mas às vezes vamos longe demais e todas as mensagens que transmitimos são negativas. Também podemos ensiná-lo que algo não pode ser feito de forma positiva, por exemplo, "Se você pegar seus brinquedos, podemos cozinhar aqueles biscoitos que você tanto gosta".

- Não abuse de ordens e avisos: "vem cá", "pega isto", "vai para o banho", "faz o teu dever de casa", "vista-te agora ou vai descobrir" ... O dia a dia de uma criança pode ser cheio de ordens e avisos que eles podem causar seu bloqueio, além de estresse e ansiedade. Muita pressão por apenas um dia.

- Evite rotular a criança: Não devemos classificá-lo como "você é preguiçoso", "você é desajeitado", mesmo que não seja, a criança vai acabar acreditando que sim.

- Não caia em elogios constantes: Usar uma linguagem positiva e afetuosa com as crianças não significa dizer constantemente como elas são boas e maravilhosas, mesmo que não sejam. Acontece ser firme e direto quando é necessário ser mas sempre desde o carinho.

- Lembre-os de quanto nos importamos: Não devemos subestimar o poder de uma bela frase, devemos dizer-lhes o quanto são importantes para nós e o quanto os amamos.

A linguagem afetiva com as crianças envolve reverter todos os erros que cometemos na comunicação diária com nossos filhos, tenha muito cuidado com o que dizemos e como dizemos, porque cada uma das palavras que transmitimos a eles afeta seu cérebro. A linguagem positiva irá:

- Reforce a autoestima da criança.

- Que a criança tenha uma atitude mais positiva para enfrentar os desafios que a vida apresenta.

- Influencie sua atitude e como se comporta em relação às outras pessoas.

- Incentivar um bom relacionamento com nossos filhos, positivo e feliz, longe da rejeição que os palavrões produzem.

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